Conhecidos os três concorrentes ao concurso para reconversão do antigo Matadouro
13-03-2018

Foram hoje simbolicamente abertas as três propostas finais em papel admitidas ao concurso de reconversão e exploração do antigo Matadouro Industrial do Porto, na freguesia de Campanhã. Segue-se o relatório preliminar com a respetiva análise e avaliação do júri, a fim de ordenar as propostas de acordo com o modelo de avaliação.


A cerimónia de abertura das propostas teve lugar na sede da empresa municipal de Gestão e Obras do Porto (GO Porto), responsável pelo processo, e contou com as presenças do júri do concurso e concorrentes - Mota-Engil, Engenharia e Construção, SA; Alexandre Barbosa Borges, SA; e agrupamento de empresas Alberto Couto Alves, SA e Lúcio da Silva Azevedo & Filhos, SA.


Recorde-se que em agosto de 2017 a Câmara do Porto lançou o concurso público internacional, em modelo de prévia qualificação, para a reconversão e exploração daquele edifício, desativado há cerca de 20 anos. O concurso resultou, numa primeira fase, na apresentação de 4 candidaturas, de acordo com a aplicação dos requisitos técnicos e financeiros estabelecidos no procedimento, e conforme noticiado em novembro passado.


Numa segunda fase, os candidatos selecionados foram convidados a apresentar proposta. Acabariam por ser rececionadas apenas três propostas. 


Recorde-se que o programa de intervenção prevê a reconversão integral do equipamento municipal, mantendo a sua memória histórica e natureza arquitetónica. Sustentado nos eixos da coesão social, economia e cultura, a ideia subjacente à nova vida do Matadouro, contempla a existência de espaços empresariais diversificados e polivalentes, bem como espaços comerciais, de lazer e de apoio local. De igual modo, está previsto que a infraestrutura acolha projetos dedicados à ação social, com ligação à comunidade local. São, ainda, considerados espaços de cariz cultural e artístico, destinados à exposição, à produção e ao depósito.


Está também previsto o estabelecimento de um percurso interno de caráter público que permita a circulação entre o acesso existente na Rua de São Roque da Lameira e a estação de Metro do Dragão e respetivo parque de estacionamento, atravessando o interior do edifício principal, subindo por um edifício novo a construir em altura no topo norte do complexo, e atravessando a VCI por intermédio de uma nova passagem superior. Este percurso deve permitir a circulação de peões e bicicletas. O parque de estacionamento adjacente à estação de Metro servirá, também, o novo Matadouro.


Cabe, agora, ao júri do concurso avaliar as três propostas, para posteriormente aferir o projeto vencedor, que poderá ficar com perto de 12 mil metros quadrados à exploração, num total de 20 mil metros quadrados disponíveis para construção (7.885 metros quadrados ficarão sob gestão municipal).


A estimativa preliminar de custo da obra é de, aproximadamente, 15 milhões de euros, com prazo de execução previsto de dois anos. A exploração pela entidade privada que vier a ganhar o concurso será por 30 anos.