Obra de restauro do Mercado do Bolhão adjudicada por 22 milhões
07-11-2017

A empreitada de restauro e modernização do Mercado do Bolhão foi adjudicada ao agrupamento Alberto Couto Alves S.A. e Lúcio da Silva Azevedo & Filhos S.A por 22.379.000 euros, estando estabelecido um prazo global de execução de 720 dias. No âmbito do processo de revitalização do Bolhão, foi entretanto submetida uma segunda candidatura a financiamento comunitário.


Recorde-se que em dezembro de 2016 a Câmara do Porto lançou o concurso internacional, em modelo de prévia qualificação, para o restauro e modernização do emblemático mercado portuense. O concurso, com um valor base de 25 milhões de euros, suscitou o interesse de 41 operadores económicos e resultou, numa primeira fase, na apresentação de 12 candidaturas, algumas em agrupamento. A aplicação dos requisitos técnicos e financeiros estabelecidos no procedimento resultaria na seleção de oito candidaturas, conforme foi noticiado em julho deste ano.


Numa segunda fase, os candidatos selecionados foram convidados a apresentar proposta. Acabariam por ser rececionadas apenas cinco propostas, sendo que uma foi excluída pelo júri do concurso. Ou seja, continuaram no processo quatro propostas.


Já no decorrer da audiência prévia, dois dos concorrentes apresentaram pronúncia. Após análise das pronúncias pelo júri do procedimento, foram excluídos mais dois concorrentes. A fase de análise de propostas foi concluída no passado dia 3, com a aprovação do relatório final pelo Conselho de Administração da GO Porto. Neste documento, publicado hoje, é então indicado que a adjudicação da empreitada foi efetuada ao Agrupamento Alberto Couto Alves S.A. e Lúcio da Silva Azevedo & Filhos S.A pelo montante de 22.379.000,00 euros e com um prazo global de 720 dias. Neste momento está em curso a fase de habilitação do agrupamento.


Nova candidatura a fundos europeus


Foi hoje apresentada a segunda candidatura a fundos comunitários do programa operacional NORTE 2020 para o restauro e modernização do Mercado do Bolhão, projeto inscrito no PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Porto.


Como noticiado, a aprovação da primeira candidatura resultou na comparticipação comunitária de 1.566.263,27 euros (de um investimento elegível de 1.842.662,67 euros).


Esta segunda candidatura do projeto propõe como candidatável a financiamento comunitário o investimento de 7.406.647,06 euros.


Mercado temporário está pronto


Inicialmente previsto para setembro passado, o arranque das obras do Bolhão sofreu um atraso em fase de concurso, devido a litigâncias entre concorrentes que obrigaram, por força da lei, à suspensão dos procedimentos. A empreitada deverá começar no início de 2018.


Durante a intervenção, profunda mas conservadora no que toca à preservação deste mercado tradicional, os comerciantes ficarão instalados a escassos metros de distância, no Centro Comercial La Vie: é aqui que está já pronto a ser ocupado, desde setembro, o Mercado Temporário do Bolhão.


Com uma área de mais de cinco mil metros quadrados, a estrutura provisória, criada pela autarquia, permitirá oferecer aos comerciantes as melhores condições logísticas, de salubridade e de venda.